sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ministério da Educação libera gabaritos do Enem

Ministério da Educação libera gabaritos do Enem
Nesta sexta, Justiça derrubou liminar que impedia divulgação da correção.Cerca de 3,3 milhões de estudantes fizeram o exame no fim de semana.
Do G1, em Brasília

O Ministério da Educação divulgou no final da tarde desta sexta-feira (12) os gabaritos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no último fim de semana. A liberação ocorre depois que o Tribunal Regional Federal da 5ª Região derrubou a liminar que suspendeu o exame e a divulgação do resultado das provas.


Veja aqui os gabaritos dos dois dias de prova


Prova rosa de sábado
Prova branca de sábado
Prova azul de sábado
Prova amarela de sábado
Prova rosa de domingo
Prova cinza de domingo
Prova azul de domingo
Prova amarela de domingo


No site do MEC, os gabaritos só devem estar disponíveis depois das 21h. Cerca de 3,3 milhões de estudantes participaram do Enem 2010, que ocorreu no último fim de semana.No primeiro dia de provas, no sábado passado (6), os estudantes responderam questões de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias. As provas foram distribuídas por cores (rosa, branca, azul, amarela).
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No domingo, segundo dia de provas, as provas foram sobre linguagens, códigos e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, e redação, nos cadernos rosa, cinza, azul e amarelo.Logo depois da primeira prova, alguns inscritos reclamaram de erros na folha de respostas e no caderno de provas amarelo.Na folha de respostas, os enunciados das áreas de conhecimentos estavam invertidos, na comparação com o caderno de questões. Alguns alunos alegam que preencheram o gabarito de forma invertida.O MEC havia informado que abriria uma página na internet para receber pedidos de correção invertida e que os casos seriam avaliados separadamente. O espaço virtual deveria ser lançado na quarta-feira (10) mas, por causa da decisão judicial, não foi publicado na data.


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No Twitter, nesta sexta, o MEC destacou que "só precisa fazer requerimento quem preencheu questões de Ciências Humanas/Ciências da Natureza na ordem inversa do cartão-resposta".Estudantes que fizeram a prova amarela reclamaram que faltavam questões, outras estavam repetidas, a sequência numérica estava errada e havia, inclusive, páginas da prova branca incluídas no mesmo caderno. A estimativa é que cerca de 2 mil alunos tiveram problemas com a prova amarela e devem realizar um novo exame.Segundo o MEC, a aplicação dessas provas ainda não tem data marcada, mas a expectativa é de que o novo exame para esse grupo seja realizado nos dias 4 e 5 de dezembro.


Questões polêmicasAlém dos problemas com a inversão do cabeçalho da folha de respostas do primeiro dia de prova e do problema com os cadernos amarelos, outras falhas foram apontadas. Veja alguns exemplos relatados por professores de cursinhos logo após a prova:
O professor de geografia do Anglo, Reinaldo Scalzaretto, vê erro no enunciado da questão 1 do exame (prova azul), que fala sobre concentração de terras no Brasil. Segundo o professor, no lugar de dizer que o gráfico representa a "totalidade dos imóveis rurais no Brasil", o enunciado deveria dizer que representa as "áreas ocupadas pelos imóveis". "Está errado. Não há resposta correta", disse.


Marcelo Dias Carvalho, coordenador de matemática do Etapa, disse que a questão 156 (prova amarela) e 147 (prova azul) admite uma interpretação dupla. Segundo Carvalho, se o aluno interpretar que houve engarrafamento nos dois trajetos, chega à resposta da alternativa B. Se interpretar que o engarrafamento ocorria no primeiro trecho, ou no segundo, ou nos dois, pode apontar a alternativa D como correta. “Para mim, o ideal é que as duas respostas sejam aceitas.”
Segundo o coordenador de física do cursinho Etapa, Marcelo Monte Forte da Fonseca, a questão 54 (prova azul), que fala sobre Júpiter tem problemas. “Fizeram a pergunta em cima de uma coisa que não tem resposta. É uma brincadeira boba”, disse. De acordo com o professor, a notícia usada como fonte afirma que ainda se busca uma explicação para o fenômeno citado na questão, que é o desaparecimento de uma das faixas do planeta.


O professor de história do Brasil do Anglo, José Carlos Moura, cita ainda uma questão sobre a Guerra de Canudos, de número 21 (prova azul). Há duas respostas possíveis, segundo o professor. A alternativa A e a D. Na resolução comentada do cursinho, o professor diz: “A questão é problemática, há duas possibilidades de resposta. A alternativa A elenca conjuntos de objetos e motivos para justificar o interesse do Iphan pela região. Contudo a alternativa D também aponta razões para o reconhecimento das ruínas pelo Instituto, pois elas constituiriam documentos das 'práticas e representações de uma sociedade', afirma a resolução comentada do cursinho."


O escritor Laurentino Gomes, autor dos livros “1808” e “1822”, criticou na segunda-feira (8) a falta de uma revisão mais rigorosa no Enem. Um trecho do livro do autor foi citado com erros de informação na prova de ciências humanas, aplicada no sábado (6). A questão cita a data de 1810 como ano da abertura dos portos no Brasil. Segundo Gomes, o ano correto é 1808. “Quando fiquei sabendo, fiquei assustadíssimo. Corri para ver se o erro era do livro, mas não era”, afirmou.

Fonte: Globo.com

Relatório da Fiesp revela que Brasil gasta mal dinheiro da educação pública

Relatório da Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, afirma que o Brasil gasta mal o recurso que destina para a educação pública.

Entre 1999 e 2008, embora o país tenha gasto pouco menos que a média gasta por 7 países da América Latina, o nível de escolaridade alcançado, de 6,14 anos, é 2,14 anos menor que o do grupo.

O cálculo é um pouco complexo porque, ao final, o estudo estima que o custo médio anual desta ineficiência é de R$ 56 bilhões em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto, quando o Orçamento federal para o setor está hoje em torno de R$ 60 bilhões.

Segundo o estudo, a China gasta menos da metade do que gasta o Brasil e tem um nível de escolaridade 19% maior.

Para o deputado Angelo Vanhoni, do PT do Paraná, a comparação entre países é sempre complicada porque as realidades são diferentes; mas ele destaca que, no caso brasileiro, ainda existe muita desigualdade social e há uma herança de baixos investimentos no setor. De qualquer forma, o deputado acredita que isso vem mudando:

"Há dez anos atrás não se olhava para a educação infantil por parte da União, por parte do Estado. Nós tínhamos um fundo, criado para financiar a educação no nosso país, que era o Fundef, que não olhava a educação infantil; não havia recursos destinados pela União para que uma prefeitura pudesse construir uma escola para colocar as crianças de 2 e 3 anos nessa escola e nem recursos para pagar professores desta escola. Hoje já existe este fundo, já é uma conquista da sociedade a compreensão de que o processo educacional começa mais cedo".

O deputado Rogério Marinho, do PSDB do Rio Grande do Norte, afirma, porém, que ainda há muito o que fazer em termos de novas políticas públicas para o setor:

"O ensino médio é enciclopédico, é universal, não prepara para a vida e nós temos pouca oferta no ensino profissionalizante. Então, o adolescente, quando vai para o ensino médio, ele se sente um peixe fora d´água. Então, há uma grande evasão no ensino médio. Há também no ensino fundamental porque as nossas escolas não estão alfabetizando de forma adequada as crianças, isso gera um outro problema que é a distorção idade-série. Criança com 10 anos de idade que deveria estar na 4ª série e está na 1ª série. Ele perde a auto-estima, ele se desestimula, então, ele se evade ou repete de ano".

O estudo da Fiesp também questiona o fato de que a educação superior receba quase 20% da verba federal do setor, sendo que apenas 3,5% dos estudantes de escolas públicas são beneficiados com este ensino.

De Brasília, Sílvia Mugnatto

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Fonte: radio@camara.gov.br
Telefone: (61) 3216-1700 (61) 3216-1700 Fax: (61) 3216-1715

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Prova da Unesp deve ser concisa e exigir mais capacidade de interpretação

GUILHERME VOITCH
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Uma prova que exige raciocínio e capacidade de interpretação, sem textos excessivamente longos, como no Enem. Essa deve ser a cara do vestibular da Unesp.
Desde o ano passado, o vestibular da instituição está dividido em duas fases. A primeira acontece domingo.

"A Unesp trabalha muito com textos contemporâneos, como crônicas, ensaios e matérias jornalísticas. A partir daí surgem as perguntas para as diversas áreas", diz a professora de português do Cursinho do XI Augusta Barbosa Pereira.

A professora também lembra que as questões de história de arte devem exigir uma análise com base em imagens de obras consagradas. "Vão pedir os clássicos."

O professor de geografia do Cursinho Popular Renato Marques tem visão semelhante. Para ele, os temas contemporâneos têm boas chances de aparecer no vestibular da Unesp.

"Na área de humanas, aposto na crise econômica, na questão da migração com enfoque nos problemas de violência na fronteira do México com os Estados Unidos, e na ação do homem sobre o meio ambiente."

Outra novidade são as questões de filosofia, que já apareceram na prova do meio do ano. "É bom os candidatos olharem as perguntas do vestibular de inverno para terem uma noção da prova", diz Tânia de Azevedo, diretora da Vunesp.

Fonte: Folha de SP

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Escola sobe de novo acima da inflação

DE SÃO PAULO

As mensalidades das escolas paulistas subirão acima da inflação mais uma vez, segundo informa a reportagem de Talita

O sindicato das instituições particulares projeta um reajuste entre 6% e 8% para 2011. A inflação deve fechar o ano em 5,29% (IPCA-IBGE) ou 5,49% (IPC-Fipe).

Na capital paulista, será o nono ano em que o aumento vai superar a inflação, de acordo dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), se consideradas as mensalidades do ensino fundamental.

Os reajustes também superarão a inflação no Rio (9%), em Pernambuco (8%) e no Distrito Federal (7% a 14%), segundo projeções de sindicatos das escolas particulares dos Estados.

Em MG, o sindicato prevê aumentos entre 4% e 10%.

A Folha consultou dez escolas paulistanas tradicionais. Em todas, a alta deve superar a previsão de inflação --e, em alguns casos, ficarão acima até da projeção do sindicato.

Ministro diz que novo Enem para prejudicados não fere igualdade entre concorrentes

DE SÃO PAULO

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou na manhã desta terça-feira que a aplicação de uma nova prova do Enem para os candidatos prejudicados por problemas encontrados no exame do último fim de semana não vai prejudicar a condição de igualdade entre os concorrentes.

A afirmação do ministro foi feita durante entrevista no programa "Bom Dia Brasil", da TV Globo. Na ocasião, o ministro afirmou que irá mostrar à Justiça que a tecnologia educacional permite fazer uma nova prova para cerca de 2.000 pessoas sem prejudicar a isonomia. Ele ainda afirmou que as questões teriam o mesmo grau de dificuldade e citou exames que usam a metodologia.

Haddad ainda afirmou ter certeza de que a juíza federal Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará, que determinou ontem a suspensão do Enem, vai voltar atrás de sua decisão. Apesar disso, ele acrescentou que caso contrário o ministério vai recorrer da decisão.

Já ao ser questionado sobre os problemas na elaboração de algumas questões do Enem 2010, como erro de digitação e casos em que mais uma alternativa estava correta, o ministro disse que existe uma taxa de tolerância para esse tipo de problema e destacou que diversos vestibulares têm casos de anulação de questões devido ao problema.

PROBLEMAS

No sábado (6), primeiro dia de prova, parte dos exemplares saiu com folhas repetidas ou erradas. Nesses casos, os alunos não receberam todas as questões. Já no cabeçalho da folha de respostas recebida por todos os alunos, o espaço para o gabarito das questões de ciências da natureza estava incorretamente identificado como ciências humanas.

Ontem, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Joaquim José Soares Neto afirmou que o problema nas provas amarelas ainda está sendo dimensionado. Ao todo, as provas são divididas em quatro cores. Uma estimativa preliminar e extraoficial é que cerca 2.000 estudantes tenham feito a prova incompleta.

A suspensão do Enem já havia sido defendida pela seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pela Defensoria Pública da União.

Na noite de sábado (6), Soares Neto repetiu em diversas ocasiões de uma entrevista coletiva concedida em Brasília que não havia possibilidade de o exame ser anulado.

Ao todo, o Enem teve 4,6 milhões de inscrições neste ano. Porém, a abstenção foi de 27% no sábado e fechou o domingo em 29% --cerca de 3,3 milhões compareceram em 1.698 cidades do país.

No ano passado, quando a prova vazou e foi adiada, a abstenção ficou próxima dos 40%.

A previsão do MEC (Ministério da Educação) é que os inscritos no exame concorressem a 83 mil vagas em 83 instituições federais de ensino, por meio do Sisu (sistema que destina vagas em instituições federais apenas com base na nota do Enem).

Fonte: Folha de SP

Estudantes de baixa renda não precisarão mais de fiador para o Fies

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) não terá mais a exigência de fiador para alunos de baixa renda ou de cursos de licenciatura. A medida, que será anunciada hoje (20) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, passa a valer imediatamente para os próximos contratos firmados.

O Fies financia a mensalidade de alunos que não podem pagar pela formação em cursos superiores de instituições privadas. A figura do fiador será substituída pelo Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC). Esse fundo será mantido pelo Tesouro Nacional e pelas instituições de ensino que quiserem aderir ao projeto. Elas terão que repassar para o FGEDUC parte do que recebem do Ministério da Educação pelos alunos matriculados no Fies.

O estudante deverá optar pela modalidade sem fiador no momento em que se inscrever para participar do programa, o que é feito pelo SisFies. O benefício só vai valer para aqueles que cursarem licenciaturas ou tiverem renda familiar de até um salário mínimo e meio per capita. Também podem pedir dispensa do fiador os bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni) que queiram financiar o restante da mensalidade.

Outra mudança é a renegociação do prazo de pagamento dos contratos antigos. Quem aderiu ao Fies antes de 14 de janeiro de 2010 poderá estender o período de pagamento da dívida até três vezes o período de utilização do financiamento, mais doze meses. Um estudantes de um curso com duração de quatro anos, por exemplo, terá até 13 anos para pagar a dívida, contados a partir da formatura. Essa medida já está sendo aplicada para todos os contratos firmados a partir de 2010.

Os estudantes interessados na renegociação podem fazer uma simulação a partir de um sistema que estará disponível a partir de hoje no SISFies, por onde também deve solicitar a revisão. Em seguida, interessado deve procurar a agência onde contratou o financiamento para apresentar a documentação necessária e formalizar a renegociação. O benefício poderá ser solicitado por estudantes que tenham prestação superior a R$ 100 mensais.

Desde abril deste ano, não há mais um período de inscrições para o Fies. O estudante pode aderir ao programa a qualquer momento e pedir reembolso das parcelas já pagas naquele semestre. Outra mudança foi a redução dos juros de 6,5% para 3,5% ao ano e o aumento do prazo de amortização. Com essas medidas, cresceu o número de contratos: foram 58 mil de janeiro a setembro de 2010, contra 32 mil firmados em 2009.


Edição: Lílian Beraldo

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Estudantes sofrem com problemas nas provas do Enem

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